
Meu
irmão, guarda a certeza
De
que a mundana ciência
É
muito, mas não é tudo
Na
paz de nossa existência.
Mormente
se já tiveste
A
nossa expressão de amor,
Coloca
a fé sobre tudo
Na
tua vida interior.
Tua
razão inda é humana,
Falível
e pequenina...
A
fé, porém, é um clarão
Da
Consciência Divina.
Muita
pompa de palavras,
Muita
terminologia,
Complicam
muito no mundo
A
nossa filosofia.
O
grande cientificismo
De
alma pobre e presunçosa
Transforma
os nossos princípios
Em
confusão palavrosa.
A
lição do Espiritismo
É
um grande manancial,
Onde
as águas da Verdade
São
claras como o cristal.
Tudo
é simples, tudo é puro
Nessa
fonte de harmonia.
Muita
tese complicada
É
o que gera a fantasia.
O
método mais sublime
De
toda doutrinação
É
aquele que acende a luz
Do
altar de teu coração.
Ciência
nunca faltou
Na
marcha da Humanidade,
Mas,
sempre minguou na Terra
O
grande bem da humildade.
Modernamente,
a ciência
Tem
seu magro esplendor.
Tem-se
tudo e o mundo marcha
Para
a guerra e para a dor.
Por
vezes, no mar das lutas,
A
razão vai na maré
Se
em seu roteiro de estudos
Não
tem o farol da fé.
Não
se deve desprezar
Os
bens do racionalismo,
Mas,
nunca olvides a fé
No
labor do Espiritismo.
Com
teus pesos e medidas
Tu
podes hoje ser forte,
Somente
a fé, todavia,
Nos
esclarece na morte.
Não
te esqueças, meu amigo
Nossa
comunicação
Constitui
a renascença
Do
pensamento cristão.
***
Espírito:
Casimiro Cunha
Médium:
Chico Xavier
Livro:
Cartas do Evangelho
Compilado
por: r.s.durant dart
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