Se
és discípulo sincero
Do
Evangelho de Jesus,
Não
deponhas no caminho
O
peso de tua cruz.
Pelo
fato de estudantes
Nesse
roteiro de amor,
Encontrarás
na tarefa
O
cálice de amargor.
É
que quanto mais te eduques
Nos
esforços da ascensão,
Mais
sofrerás com o duelo
Do
egoísmo e da ambição.
Pensando
no Amado Mestre,
Ponderando-Lhe
a bondade,
Hás
de chorar, vendo o mundo
No
abismo da iniqüidade.
Terás
dor, porquanto, em paz,
Nunca
feres, nem odeias.
Sentido
contigo próprio
As
amarguras alheias
Vai
com fé pelo caminho,
Leva
a charrua na mão,
Trabalha,
aguardando o Cristo
No
fundo do coração.
Desconfia
da lisonja.
Esquece
o que te ofender.
Coloca,
acima dos homens,
O
que te cumpre fazer.
Sê
modesto. Há sempre últimos
Que
no céu serão primeiros.
Conta
sempre com Jesus
Acima
dos companheiros.
Um
amigo terrestre pode
Ir
com tua alma ao porvir,
Mas
inda é o homem do mundo
Sempre
disposto a cair.
Recebe
com precaução
Quem
te venha agradecer.
Por
muita coisa que faças
Não
fazes mais que o dever.
A
palavra sem os atos
É
um cofre sonoro e oco.
Evita
o que fala muito
E
edifica muito pouco.
Sê
desprendido da posse,
Mas,
conserva os bens da luz.
O
discípulo conhece
Que
ele próprio é de Jesus.
Nunca
sirvas às discórdias,
Ao
despeito, à confusão.
Deves
ser, por onde passes,
Ensino
e consolação.
Sabendo
que nada vales
Sem
o amparo do Senhor,
Conquistarás
no futuro
O
seu Reinado de Amor.
***
Espírito:
Casimiro Cunha
Médium:
Chico Xavier
Livro:
Cartas do Evangelho
Compilado
por: r.s.durant dart
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