O Arrebol Espírita

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

LIBERDADE DE EXPRESSÃO É LIBERDADE DE OFENSA?


Antes de começar, quero deixar claro que também faço coro a todas as vozes dos movimentos de defesa da liberdade de expressão e dos direitos individuais da pessoa humana.

Há quase 20 anos atrás uma imagem de vídeo, que foi matéria de informação exaustiva na imprensa internacional, chocou o país. Na imagem via-se um sacerdote religioso chutando a imagem de Nossa Senhora de Aparecida para ensinar seus fies de que se tratava apenas de uma imagem de escultura feita de gesso que não merecia respeito algum. No dia seguinte o país estava em polvorosa pela atitude do religioso. Vários templos de sua fé foram violados. Líderes e seguidores católicos protestaram, recebendo apoio de outras religiões que lhes foram solidários... Enfim!

Não tinha aquele irmão o direito de livre expressão para ensinar sua fé? Quando chutava a imagem (que é de gesso) e dizia que por ser de gesso não merecia crédito não estava ele usando o direito de livre expressão? Acaso não temos o direito de acreditar em que bem entendermos?...

Sim! Temos o direito de acreditar em que bem entendermos, e até de manifestar isso, o que não temos é o direito de desrespeitar a fé alheia e nem seus objetos de culto. Direito de expressão não é direito de ofensa, como disse um líder muçulmano, com toda razão!

Estamos vivenciando hoje no mundo um grande movimento de Liberdade de Expressão (eu mesmo já dei minha singela contribuição) em razão do ataque terrorista que vitimou os jornalistas franceses que publicaram charges do profeta Maomé, mas estamos esquecendo uma coisa, e a liberdade religiosa?

Diferente de Jesus – retratado branco de olhos azuis (causa de protesto da comunidade negra, e com razão, uma vez que ninguém pode provar que Jesus não tenha sido negro, gordo, feio, ou careca como eu e você), Maomé não é cultuado por imagem, mas apenas pela memória. Para os mulçumanos retratar Maomé é uma ofensa. Então por que não os respeitam? Por que tanto insistem em ilustrá-lo? Meu Deus, qual a razão disso?... Por que em vez de sua imagem não ilustram suas mensagens, seus belos ensinamentos?...

Curiosamente, falando aqui do Brasil, para muitos é uma ofensa dois homens se beijarem em público. Por quê? Qual o problema de dois homens, ou mulheres, expressarem suas opções sexuais, como fazem os héteros? Há quem diga: “influenciam as crianças.” Se duas pessoas do mesmo sexo influenciam as crianças por se beijarem temos de rever mais nossas liberdades. Devemos lutar pela unicidade religiosa, partidária, futebolistica... Contra os bares, o fumo em público, cenas de sexo na TV, e até castrar os animais por copularem em público (também).

A liberdade de um termina onde começa a do outro. Não há liberdade sem limite, tudo tem limite. O direito absoluto só a deus pertence! É isso que precisa ser discutido, os limites da liberdade de expressão. Sem limite até a democracia vacila, porque democracia sem limite vira anarquia.

Temos sim de defender a liberdade de expressão, mas a liberdade de expressão que não ofende a liberdade religiosa.

Isso é apenas o que penso, é meu ponto de vista, ninguém precisa concordar comigo, peço apenas que respeite. Porque se tem quem desrespeite os direitos alheios tem também quem desrespeite a paz.


***
Ah! Se você se ofendeu com as imagem de Jesus com uma arma na mão, ilustrando esta postagem, não fui eu quem a expus na internet, foi alguém com Liberdade de Expressão.


(a) RONALDO COSTA (O Arrebol Espírita)
https://www.facebook.com/durantdart

Um comentário:

  1. NOS BASTIDORES DA OBSESSÃO
    Manoel Philomeno de Miranda (Espírito)
    Obra psicografada por Divaldo Pereira Franco
    Um caso de homossexualismo - Naquela noite, o primeiro caso seria o julgamento de José Marcondes Effendi, 21 anos, ainda encarnado. Uma testemunha historiou os acontecimentos. Sessenta anos atrás, José tramara a morte da entidade que ali comparecia como testemunha. O crime foi por motivo torpe. José, que na época era uma mulher, combinou com seu amante a morte do próprio marido, um crime que não foi descoberto pela justiça terrena. Após muitos anos, a vítima se viu diante de um jovem de 10 anos aproximadamente: era sua esposa reencarnada em corpo de homem. O processo obsessivo começou ali e acabou gerando um doloroso caso de homossexualismo, assim explicado pelo obsessor: Identificando nela (em corpo de homem, agora) as tendências guardadas da vida anterior, em que as dissipações atingiram o auge, seria fácil perturbar-lhe os centros genésicos, através da perversão da mente inquieta, em processo de hipnose profunda, praticada por técnicos desencarnados. Com a ajuda de um hipnotizador indicado por Teofrastus, foi fácil modificar-lhe o interesse e inclinar-lhe a libido em sentido oposto ao da lei natural, já que o seu corpo era masculino, produzindo irreparável distonia nos centros da emoção. Daí por diante, o obsessor associou-se à sua organização física e psíquica, experimentando as sensações que lhe eram agradáveis e criando um condicionamento em que seus interesses passaram a ser comuns. O ódio se converteu em estímulo de gozo, imanando-os em processo de vampirização em que o espírito se locupleta e, ao mesmo tempo,

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