O Arrebol Espírita

sábado, 20 de setembro de 2014

TROVAS DO RECONFORTO



Dificuldade e provas?
Põe a tristeza de lado.
Muita aflição do caminho
É socorro disfarçado.

Perdeste? Não te lamentes.
Cessa o pranto em que te esgotas.
A ciência de vencer
Aprende-se nas derrotas.

O fracasso não existe
Se o trabalho não te cansa.
Só não existe vitória
Onde se perde a esperança.

Injúrias e humilhações?
Fica nas regras do amor.
Onde o perdão rege a vida
O vencido é o vencedor.

Sofrimento quando chega,
Furtando-te sonho e paz,
É bênção que o Céu envia
Para saber como estás.



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Espírito: Lucano dos Reis
Médium: Chico Xavier
Livro: Rosas co Amor


Compilado por: r.s.durant dart

O QUE É ACEITAR JESUS?




Muita gente acredita que aceitar Jesus é viver uma vida de santidade como Jesus viveu. Ledo engano! 

Como pode alguém viver exatamente como não é? 

Qual o resultado de uma pessoa pobre viver como se fosse rica;
de alguém não tão bela viver como se fosse linda;
de alguém sem importância reivindicar status;
do plebeu vesti-se como um nobre?
Certamente o resultado destas pretensões é uma vida de soberba, vaidade, hipocrisia e orgulho; uma vida de fariseu.

É por esses caminhos que muitos médiuns, padres, pastores, pais-de-santo, enfim, muitos líderes religiosos caminham perdidos. Levando com eles multidões de imprudentes ao desencontro daquele que apenas pediu: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” (Mat. c11v28).

Jesus, a representação do amor maior, jamais nos daria um fardo que não pudéssemos carregar.

Aceitar Jesus é aceitar as justas e soberanas leis do Pai, como o Ele nos ensinou;

É aceitar o cálice de lágrimas e carregar nossa cruz como Ele mesmo o fez, apenas para nos dá o exemplo;

É aceitar com resignação o quinhão de lágrimas que a vida nos reservou;

É aceitar que, pela lei do livre arbítrio, somos autores de nossas próprias dores, por desconhecer, ainda, a lei de causa e efeito;

É aceitar as graças ou as desgraças da vida como matéria de disciplina para nossa formação moral;

É aceitar que ninguém é privilegiado ou está desobrigado diante dos talentos que recebeu, quer sejam poucos ou muitos, pois a ninguém foi negado e na vinha do cristo todos somos missionários;

É aceitar nosso irmão, mesmo o que nos aborrece a existência, como a nós mesmo;

E aceitar a nós mesmo é aceitar nossos próprios defeitos e tentar corrigi-los sempre, pois, para a justiça, o ato tentado do fraco tem valor de ato praticado;

É aceitar a missão de transformação que o Pai nos pediu: "Sede santos, porque EU, vosso DEUS, sou Santo". (Lv 19,2).

Portanto irmãos, aceitar Jesus é aceitarmos que somos imperfeitos e busca-nos melhorar por meio de seus ensinamentos e do exemplo deixado por Ele; mas, sem abrir mão dos ensinamentos contidos nos bons exemplos nos repassados por uma legião de padres, pastores, médiuns, pais-de-santo, e até mesmo de muitos ateus, pois quem faz a vontade do Pai é o filho que faz.(Mat. c21vs28-32)


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R.S.DURANT DART
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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

O ENSINO DA SEMENTEIRA




Certo fazendeiro, muito rico, chamou o filho de quinze anos e disse-lhe:

— Filho meu, todo homem apenas colherá daquilo que plante. Cuida de fazer bem a todos, para que sejas feliz.

O rapaz ouviu o conselho e, no dia imediato, muito carinhosamente alojou minúsculo cajueiro em local não distante da estrada que ligava o vilarejo próximo à propriedade paternal.

Decorrida uma semana, tendo recebido das mãos paternas um presente em dinheiro, foi ágil e protegeu pequena fonte natural, construindo-lhe conveniente abrigo com a cooperação de alguns poucos trabalhadores, aos quais recompensou generosamente.

Reparando que vários mendigos por ali passavam, ao relento, acumulou as dádivas que recebia dos familiares e, quando completou vinte anos, edificou reconfortante albergue para asilar viajores sem recursos.

Logo após, a vida lhe impôs amargurosas surpresas.

Sua Mãezinha morreu num desastre e o Pai, em virtude das perseguições de poderosos inimigos na luta comercial, empobreceu rapidamente, falecendo em seguida. Duas irmãs mais velhas casaram-se e tomaram diferentes rumos.O rapaz, agora sozinho, embora jamais esquecesse os conselhos paternos, revoltou-se contra as idéias nobres e partiu mundo afora.

Trabalhou, ganhou enorme fortuna e gastou-a, gozando os prazeres inúteis.

Nunca mais cogitou de semear o bem.

Os anos se desdobraram uns sobre os outros.

Entregue à idade madura, dera-se ao vício de jogar e beber.

Muita vez, o Espírito de seu pai se aproximava, rogando-lhe cuidado e arrependimento. O filho registrava-lhe os apelos em forma de pensamentos, mas negava-se a atender. Queria somente comer à vontade e beber nas casas ruidosas, até à madrugada.

Acontece, porém, que o equilíbrio do corpo tem limites e sua saúde se alterou de maneira lamentável. Apareceram-lhe feridas por todo o corpo. Não podia alimentar-se regularmente. Perdeu a fortuna que possuia, através de viagens e tratamentos caros. Como não fizera afeições, foi relegado ao abandono. Branquejaram-se-lhe os cabelos. Os amigos das noitadas alegres fugiram dele; envergonhado, ausentou-se da cidadea que se acolhera e transformou-se em mendigo. Peregrinou por muitos lugares e por muitos climas, até que, um dia, sentiu imensa saudade do antigo lar e voltou ao pequeno burgo que o vira crescer.

Fez longa excursão a pé. Transcorridos muitos dias, chegou, extenuado, ao sítio de outro tempo.

O cajueiro que plantara convertera-se em árvore dadivosa. Encantado, viu-lhe os frutos tentadores. Aproveitou-os para matar a própria fome e seguiu para a vila. Tinha sede e buscou a fonte. A corrente cristalina, bem protegida, afagou-lhe a boca ressequida.

Ninguém o reconheceu, tão abatido estava.

Em breve, desceu a noite e sentiu frio. Dois homens caridosos ofereceram-lhe os braços e conduziram-no ao velho asilo que ele mesmo construíra.

Quando entrou no recinto, derramou muitas lágrimas, porque seu nome estava gravado na parede com palavras de louvor e bênção.

Deitou-se, constrangido, e dormiu.

Em sonho, viu o Espírito do pai, junto a ele, exclamando:

- Aprendeste a lição, meu filho? Sentiste fome e o cajueiro te alimentou; tiveste sede e a fonte te saciou; necessitavas de asilo e te acolheste ao lar que edificaste em favor dos que passam com destino incerto...

Abraçando-o, com ternura, acrescentou:

— Porque deixaste de semear o bem?

O interpelado nada pode responder. As lágrimas embargavam-lhe a voz, na garganta.

Acordou, muito tempo depois, com o rosto lavado em pranto, e, quando o encarregado do abrigo lhe perguntou o que desejava, informou simplesmente:

— Preciso tão somente de uma enxada... Preciso recomeçar a ser útil, de qualquer modo.


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Espírito: Neio Lúcio
Médium: Chico Xavier
Livro: Alvorada Cristã


Compilado por: r.s.durant dart