O Arrebol Espírita

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

POR ONDE EU PASSAR QUERO AGRADECER...



Wady Abrahão Filho

Nascimento: 16.02.1956

Desencarne: 06.07.1973

Parentesco: Filho


Em meados de setembro de 1973, Chico, em noite de autógrafos no Centro Espírita Perseverança, chegou no momento que mais necessitávamos de conforto.

Pessoa muito amiga e, conhecedora do nosso problema, sugeriu a Áxima, minha filha, que procurássemos Chico Xavier. Ouvia muita coisa boa e bonita a seu respeito.

Ela, temerosa, não sabia como nos falar, pois católicos que éramos e sem conhecermos nada de espiritismo, achou que não aceitaríamos a sugestão. Ao contrário, Jandira, minha esposa, numa ansiedade atroz, queria a todo custo encontrar algo que nos tirasse daquele sofrimento. Havíamos até combinado em por termo à nossa existência. Dentro do meu descontrole, cheguei a dormir dentro do jazido com meu filho.

À noite desculpava-me com os meus familiares e dizia ir a minha indústria e desviava-me ao cemitério. Ludibriava o vigia e sorrateiramente introduzia-me em sua sepultura. Deitando-me na lapide superior. Ficava horas junto dele. Achava que Wadizinho tinha medo de dormir sozinho. Várias vezes fui surpreendido, traído pela fumaça dos meus cigarros que fumava durante o tempo em que ali ficava. Certa feita até a Radio Patrulha foi solicitada, quando tive de justificar minha atitude.

No meu sofrimento não admitia e não aceitava nada. Além de que não tinha interesse em dialogar com ninguém. Devido à insistência dos meus familiares, cedi ao convite e fui ao referido centro.

Com a experiência adquirida na minha juventude e no transcorrer de minha vida, em vista de minha mãe ter estado doente por mais de 13 anos, vi-me obrigado a percorrer e procurar tudo que fosse possível para restabelecê-la. Fui a lugares inimagináveis. Coisas absurdas me apareceram.

Frequentei ano e meio o Circulo Esotérico, na comunhão de pensamentos. Fui congregado mariano, por demais devotado, e acima de tudo tenho um espírito muito observador. Quando na presença de Chico, vi naquela criatura a inocência de um ser puro. Tanto é que a impressão de Jandira, era de estar na presença de uma joia muito singela e rara para os nossos dias. Cumprimentou-nos, autografou seu livro e ofereceu um botão de rosa para minha esposa.

Não tivemos tempo para conversar. Compreendi que todos tinham os mesmos desejos de estar em sua presença. Passado algum tempo, nossa vizinha Sra. Esmeralda Cerboncini, em comentários com minha filha, mostrou-lhe a mensagem de seu filho Charles, psicografada por Chico Xavier e publicada no livro Entre Duas Vidas, edição CEC.

Orientou-nos. Caso fossemos procurá-lo, não nos preocupássemos em querer noticias no mesmo dia, pois recebeu sua mensagem após inúmeras viagens.

Áxima trouxe-nos a mensagem e despertou-me o desejo de ir a Uberaba em busca de Francisco Cândido Xavier. Fomos em 23.11.73, leigos totalmente do que se passava, ignorávamos como proceder.

Estranhamos sua maneira de psicografar, nunca havíamos visto. Neste dia quando fomos ao encerramento dos trabalhos, Chico chamou pelo nome: Áxima, Áxima... Jandira adiantou-se a todos, respondeu: “Sr. Francisco, Áxima é minha filha.

Viemos aqui porque perdi meu filho”. Carinhosamente Chico retrucou:

- Não, a senhora não perdeu o filho. Seu filho é um apóstolo de Jesus.

Mesmo assim, fiquei no firme propósito que nenhum de nós falasse ou comentasse algum ponto sobre o desencarne de Wadizinho, com qualquer pessoa. Muito menos com Chico. Meus familiares, fiz questão de que ficassem junto a mim, para que pudesse fiscalizá-los. No hotel, coloquei o telefone perto da minha cama, sem que percebessem meu intento, pois achava que poderiam telefonar para alguém. Tomei todas as providencias para que não houvesse o mínimo contato.

No dia seguinte lá estávamos novamente. Sentamos e aguardamos. Comentava-se o Evangelho. Chico psicografou. Quando terminou e leu a mensagem ficamos muito surpresos. Wadizinho trazia sua mensagem. Seu conteúdo era todo esperança, dissipava a saudade, mostrava-nos a realidade.

Pedia que transmitíssemos seus agradecimentos aos colegas do Colégio e do grupo da Comunidade Unida a Cristo, na qual era coordenador.

Incentivava-nos a construirmos um Natal Feliz, junto às criancinhas, pois sabíamos de sua programação no Orfanato Irmã Albertina.

Na qualidade de pai que sabe o que representa o amor a um filho, o incentivo para a vida me foi devolvido. Chico na sua mediunidade mostrou-me, apesar de toda a experiência e vivencia que pensamos ter, que meu filho está entre nós mais do que nunca.

Nas suas mensagens, tenho-o constantemente em meus pensamentos. Busco na leitura satisfazer minha saudade. Converso e tranquilizo-me entendendo. Recebi várias mensagens de meu filho. Surpresas incontidas, alegrias sem conta. Às vezes penso, como é bom meu Deus, uma criatura como Chico; ele precisa ficar em nosso meio. Nós precisamos dele, ele representa a escora, a base sólida que suporta todos os corações em sofrimento. Descarregamos em suas benditas mãos, as necessidades, e de volta recebemos a alegria e a realidade dos ensinamentos e verdades de Deus, a Divina Sabedoria. Chico é e será sempre para aqueles que o compreendem e compreenderam, a luz que caminha a guiar nossos passos e corações, alimentando-os na certeza de que o amanhã virá à paz e alegria de Jesus.

Por onde eu passar quero agradecer sempre ao mestre Jesus e o seu enviado ao plano terrestre, o nosso irmão Francisco Cândido Xavier.

(a) Wady Abrahão


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Do livro: Amor e Luz
Médium: Chico Xavier

AGRADECE


Agradece as mãos que te constroem a existência, decorando-a com as tintas da alegria e da esperança, mas endereça os teus pensamentos de gratidão àquelas outras que te ferem com os espinhos da incompreensão, ensinando-te a conviver e a servir.
Agradece as vozes que te embalam os anseios, entretecendo hinos de paz e amor com que te inspiram as melhores realizações, no entanto, envia as tuas vibrações de reconhecimento àquelas outras que te exageram essa ou aquela falha, induzindo-te a compreender e a perdoar.
Agradece aos amigos que te proporcionam mesa farta, impulsionando-te a pensar na abastança da Terra, mas não recuses respeito àqueles que, em algum tempo, te sonegaram o pão, levando-te a prestigiar a fraternidade e a beneficência.
Agradece aos irmãos que te reconhecem a nobreza de sentimentos, louvando-te o trabalho, entretanto, não olvides o apreço que se deve àqueles outros que te menosprezam, auxiliando-te a descobrir os tesouros da humildade e da tolerância.

Certa feita, um pedaço de carbono sumido no monturo pediu a Deus o levasse para a superfície da Terra, a fim de ser mais útil. O Supremo Senhor ouviu-lhe a súplica e determinou fosse ele detido no subsolo para a devida maturação.
O minério humilde aceitou a resposta e permaneceu na clausura, por séculos e séculos, suportando a química da natureza com o assalto constante dos vermes que habitavam o chão.
Chegou, por fim, o tempo em que o Criador mandou arrancá-lo para atender-lhe aos ideais. Instrumentos de perfuração exumaram-no a golpes desapiedados e o lapidário cortou-lhe o corpo, de vários modos, em minucioso burilamento.
Mas quando o carbono sublimado surgiu, de todo, aos olhos do mundo, Deus o havia transformado no brilhante, que passou a brilhar, entre os homens, parecendo uma flor do arco-íris com o fulgor das estrelas


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Do livro: Amizade
Médium: Chico Xavier
Espírito:
Meimei

PROVAÇÃO DA FÉ



Os momentos das grandes provações são igualmente os instantes mais significativos da fé.

Terás talvez alcançado o apogeu de semelhantes tribulações.

* * *

Encontrastes esse topo do sofrimento na enfermidade que provavelmente se demora contigo, flagelando-te a vida orgânica.

* * *

Criaturas queridas se desvincularam de ti, violentamente, arrojando-te à inquietação e ao desânimo.

* * *

Sofreste a perda de entes amados nas brumas da morte e trazes o coração encharcado de lágrimas.

* * *

Golpearam-te os interesses e despojaram-te dos recursos indispensáveis à própria manutenção, compelindo-te a vaguear em tristeza e penúria.

* * *

Empenhaste as melhores forças na causa do bem de todos e situaram-te num cipoal de incompreensões e desafetos gratuitos que te prendem à dor.

* * *

É possível hajas atingido esses dias de conflitos e aflições, tumultuando-te o ser.

* * *

Mágoas novas somadas a desgostos antigos te atormentam o campo íntimo.

* * *

Seja qual seja a espécie de provação que te visita, não te rebeles, nem desanimes.

* * *

Não te deixes mergulhar nas correntes das palavras inúteis.

* * *

Ama e serve sempre.

* * *

Por mais dolorosa a crise em que te vejas, permanece firme na coragem da fé, porquanto no momento em que a criatura se imagina esquecida pelo Céu, o ápice do sofrimento significa que o socorro de Deus se encontra em caminho.


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Do livro: Amigo
Médium: Chico Xavier
Espírito: Emmanuel