Quando
a amargura visitar-te a casa
Em
fel de provação,
Não
te esqueças do pranto que extravasa
Do
lar de teu irmão.
Na
angústia mais sombria, mais extrema,
Não
desdenhes calar...
Muita
boca infeliz grita e blasfema
Quando
julga rezar.
Acharás
menos sombra no caminho
Quando
encheres de amor
O
escuro sofrimento do vizinho
Mergulhado
na dor.
Pensa
na retaguarda de infelizes
Que
te seguem sem pão,
Cheios
de fome, sede e cicatrizes,
Desencanto
e aflição.
Serve
e passa, esquecendo o mal e a treva,
Porque
o dom de servir
É
a força luminosa que te eleva
As
bênçãos do porvir.
Não
olvides que o Mestre da Verdade,
Para
fazer mais luz,
Fez-se
o Divino Rei da Humanidade
Pelo
escárnio da cruz...
***
Espírito:
Carmem
Cinira
Médium:
Chico Xavier
Livro:
Cartas do Coração
Compilado
por: r.s.durant dart

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