Meu
Deus, deponho aos teus pés
Meu
vestido de noivado,
Meus
pesares do passado
E
as rosas do meu jardim...
Pois,
agora, Pai Querido,
Somente
vibra, em meu peito,
Teu
Amor Santo e Perfeito,
Teu
Amor puro e sem fim.
Ah!
Meu Pai, guarda contigo
Meu
cofre de arminho e ouro,
Onde
eu guardava o tesouro
Que
me deste ao coração.
Entrego-te
as minhas horas
Meus
sonhos e meus castelos,
Meus
anseios mais singelos,
Minhas
capas de ilusão!...
Pai
dos Céus, guarda a coroa
Das
flores de laranjeira
Que
eu teci a vida inteira
Como
pássaro a cantar!
Oh!
Meu Senhor, como é doce
Partir
os grilhões do mundo
E
esperar-te o amor profundo
Nas
bênçãos do Eterno Lar.
Em
troca, Meu Pai, concede,
Agora
que me levanto,
Que
a Lã do Cordeiro santo
Me
agasalha o coração!
Que
eu calce a sandália pobre
Para
a grande caminhada,
Que
me conduzirá à Morada
Da
Paz e da Redenção.
(*)
Estes versos foram ditados para uma jovem moribunda, recém casada,
que
desencarnou
alguns dias depois.
***
Espírito:
Emmanuel
Médium:
Chico Xavier
Livro:
Cartas do Coração
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