Na
romagem dolorosa
Da
vida de provação,
Também
trazia os meus olhos
Iguais
aos teus, meu irmão.
Mas,
se a estrada era obscura,
Se
a noite era tão sombria,
Guardava,
como tu guardas,
As
vibrações de alegria.
É
que, entre as sombras terrestres,
Na
tua meditação,
Sabes
ver os resplendores
Das
luzes da redenção.
Talvez
que de olhos sadios
Deixastes
o teu sensório
Perder-se
pelo caminho
Do
sentimento ilusório.
Todo
aquele que recebe
A
provação da cegueira,
Sabe
orar, sabe esperar,
Vendo
a vida verdadeira.
Não
percas a tua fé.
A
crença é a grande conquista
De
quem resgata no mundo
O
abuso dos dons da vista.
Guarda
a esperança em Jesus,
Na
dor, não te desanimes...
A
cegueira é o resultado
De
muitos dos nossos crimes...
Nos
tempos que já se foram,
Muitos
de nós, meu irmão,
Fomos
verdugos terríveis,
Plantando
a desolação.
Os
grandes desvios d'alma,
No
erro amargo e mesquinho,
São
reparados na sombra
Que
nos envolve o caminho.
A
cegueira é uma estação
De
corrigenda ou de cura,
Onde
o espírito se aclara
Visando
a estrada futura...
Portanto,
as horas de sombra,
No
curso de uma existência,
São
nossa reintegração
No
amor e na inteligência.
Meu
amigo, continua
Alegre
na fé, no amor;
Quem
não sente a Luz de Deus
É
um cego mais sofredor.
Também
fui cego do corpo,
Na
senda de expiação,
Mas
nunca guardei comigo
As
trevas do coração.
Depois
das sombras espessas
Nas
lutas da humanidade,
Verás
a alvorada eterna
Da
luz da Imortalidade.
***
Espírito:
Casimiro Cunha
Médium:
Chico Xavier
Livro:
Cartas do Evangelho
Compilado
por: r.s.durant dart

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