O Arrebol Espírita

sábado, 17 de maio de 2014

DUELOS



Realmente, a civilização baniu o duelo das praças públicas e não mais vemos espadas desembainhadas, suscitando aflição, ferimento e morte.
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Os códigos evoluídos reprimem hoje, nos povos mais cultos, semelhantes manifestações da animalidade e selvageria.
Entretanto, se as lâminas repousam ensarilhadas, não ocorre o mesmo com os dardos envenenados da vida mental.
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Muitas vezes, arremessamos raios de perturbação e indisciplina, angústia e destruição para todos os ângulos da estrada em que a nossa vida se movimenta.
São os pensamentos desvairados do psiquismo deprimente.
Não raro, arrojamo-los, sem piedade, para quantos nos desatendem ao egoísmo;
Endereçam-lo, sem piedade, para quantos nos desatendem ao egoísmo;
Enviamo-los aos parentes que não se afinam com as nossas maneiras e concepções;
Projetamo-los sobre aqueles com quem não edificamos ainda os alicerces da
simpatia;
Detonamo-los contra as pessoas que não nos aceitam os padrões de vivência e trabalho;
E, nessa provocação permanente, perante as inteligências desiguais que nos cercam, improvisamos e permutamos males e enfermidades, problemas e obstáculos que, indubitavelmente, se voltam depois contra nós.
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Em razão disso, a vida na Terra ainda se encontra muito distante do roteiro de harmonia e de amor que o Céu espera de nossa conduta vulgar.
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De quando a quando, guerras civis e internacionais são as crises nevrálgicas dos nossos duelos cronificados do pensamento intemperante e insubmisso.
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Mas, assim como as convenções impuseram o repouso da espada entre amigos, na obra da civilização, o Evangelho consolidará o serviço legítimo da educação espiritual, em cuja grandeza aprendemos a ver circunstâncias e pessoas, no lugar que lhes compete, encontrando a verdadeira felicidade no dever de servir com Aquele que, pelo Reino do Amor, não hesitou em aceitar o sacrifício e a cruz por normas de aquisição da paz inextinguível.

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Espírito: Emmanuel
Médium: Chico Xavier
Livro: Canais da Vida


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