Realmente,
a civilização baniu o duelo das praças públicas e não mais vemos
espadas desembainhadas, suscitando aflição, ferimento e morte.
-o-
Os
códigos evoluídos reprimem hoje, nos povos mais cultos, semelhantes
manifestações da animalidade e selvageria.
Entretanto,
se as lâminas repousam ensarilhadas, não ocorre o mesmo com os
dardos envenenados da vida mental.
-o-
Muitas
vezes, arremessamos raios de perturbação e indisciplina, angústia
e destruição para todos os ângulos da estrada em que a nossa vida
se movimenta.
São
os pensamentos desvairados do psiquismo deprimente.
Não
raro, arrojamo-los, sem piedade, para quantos nos desatendem ao
egoísmo;
Endereçam-lo,
sem piedade, para quantos nos desatendem ao egoísmo;
Enviamo-los
aos parentes que não se afinam com as nossas maneiras e concepções;
Projetamo-los
sobre aqueles com quem não edificamos ainda os alicerces da
simpatia;
Detonamo-los
contra as pessoas que não nos aceitam os padrões de vivência e
trabalho;
E,
nessa provocação permanente, perante as inteligências desiguais
que nos cercam, improvisamos e permutamos males e enfermidades,
problemas e obstáculos que, indubitavelmente, se voltam depois
contra nós.
-o-
Em
razão disso, a vida na Terra ainda se encontra muito distante do
roteiro de harmonia e de amor que o Céu espera de nossa conduta
vulgar.
-o-
De
quando a quando, guerras civis e internacionais são as crises
nevrálgicas dos nossos duelos cronificados do pensamento
intemperante e insubmisso.
-o-
Mas,
assim como as convenções impuseram o repouso da espada entre
amigos, na obra da civilização, o Evangelho consolidará o serviço
legítimo da educação espiritual, em cuja grandeza aprendemos a ver
circunstâncias e pessoas, no lugar que lhes compete, encontrando a
verdadeira felicidade no dever de servir com Aquele que, pelo Reino
do Amor, não hesitou em aceitar o sacrifício e a cruz por normas de
aquisição da paz inextinguível.
***
Espírito: Emmanuel
Médium: Chico Xavier
Livro: Canais da Vida

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