O Arrebol Espírita

terça-feira, 12 de maio de 2015

MÃE - Amor e Dor.


Uma imagem diz tudo: um macaco bebê chora abraçado a sua mãe deitada no asfalto depois de morrer em uma estrada na Arábia Saudita. A cena comoveu as pessoas no Golfo Pérsico. Mais ainda dos motoristas que passavam no local na hora da tragédia, pois ouviam os gritos desesperados do pequeno animal.
Aqueles que viram o drama garantiram que o filhote se recusava a deixar sua mãe. Uma testemunha afirmou que “uma multidão parou para assistir aquela cena tão comovente e tiraram muitas fotos.” “Foi uma cena que transmite dor e mostra que não há nada mais doloroso do que a perda de uma mãe.”.
O acidente ocorreu quando a mãe macaco e seu bebê foram atravessar a estrada na cidade de Taif, localizada na província de Meca, no sudoeste do país. É comum que esses macacos que habitam as montanhas da Arábia Saudita atravessem as estradas , para ir atrás das latas de lixo que ficam na cidade em busca de alimento.
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CORAÇÃO DE MÃE


Dizem que quando a Terra foi criada 
Fazendo-se possuída 
Pelos filhos da vida 
Que vinham de outros mundos,
Tudo na estrada humana, 
Cortando a imensidão dos campos infecundos
Era a dominação do ódio que se aferra 
À dissenção, à morte, ao desespero e à guerra ...

Foi quando um mensageiro 
Do Céu às criaturas, 
Regressou às Alturas 
E disse humildemente ao Grande Deus:
- Senhor! O que posso fazer dos homens sem amor?
Do cérebro mais tardo ao gênio mais precoce, 
Tudo na Terra é luta em conquistas da posse. 
Compadece-te oh! Pai! ... Veneno, flecha e clava 
Formam no mundo inteiro a Humanidade escrava, 
Da descrença, do mal, da impiedade e do crime, 
Sem qualquer esperança a que se arrime. 
Já não se agüenta ouvir os urros do mais forte
E o choro dos vencidos, 
Pisados, massacrados e caídos
Nos sarcasmos da morte. 
Que fazer, Grande Deus, nas trevas dessa luta,
Em que a luz se nos nega e ninguém nos escuta?

Revelou-se que o Pai de Infinita Bondade, 
Pensou, por muito tempo, e disse, comovido: 
- Aceito, filho meu, quanto me falas, 
Entendo-te o pedido! ... 
Volta ao mundo a servir na tarefa em que avanças,
Os que morrem no mal renascerão crianças, 
A Terra evoluirá, - ponderou o Senhor - 
Ninguém alterará minha obra de amor. 
A fim de desarmar a violência e a cobiça,
Instalarei no mundo a força da Justiça 
E para que haja amor exterminando o orgulho,
Sem pancada, sem grito, sem barulho, 
Enviarei alguém, 
Que ame os filhos meus, com o meu amor ao bem,
Na exaltação da paz, sem desprezo a ninguém. 
Alguém que saiba amar, a servir e a sofrer, 
Cultivando o perdão como simples dever.

Dizem que foi assim 
Que a Terra começou a fazer-se jardim.
Ouviu-se verbo novo, alteraram-se imagens,
E conforme o Senhor mandou e prometeu, 
Entre as rudes mulheres dos selvagens, 
O Coração de Mãe apareceu.

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Espírito: Maria Dolores
Médium: Chico Xavier
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sábado, 9 de maio de 2015

TROVAS DE MÃE



Dia das Mães!... Alegrias
Das mais puras, das mais belas!...
Mas é preciso saber
O dia que não é delas.

O nosso berço no mundo,
Sem que ninguém o defina,
É um segredo entre a mulher
E a Providência Divina.

Mãe possui onde apareça
Dois títulos a contento:
Escrava do sacrifício,
Rainha do sofrimento.

Mulher quando se faz mãe,
Seja ela de onde for,
Por fora é sempre mulher,
Por dentro é um anjo de amor.

Maternidade na vida,
Que o saiba quem não souber,
É uma luz que Deus acende
No coração da mulher.

Coração de mãe parece,
No lar em que se aprimora,
Padecimento que ri,
Felicidade que chora.

Pela escritura que trago,
Na história dos sonhos meus,
Mãe é uma estrela formada
De uma esperança de Deus.

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Espírito: Delfina Benigna da Cunha
Médium: Chico Xavier
Livro: Luz no Lar



(a) RONALDO COSTA (O Arrebol Espírita)

quinta-feira, 7 de maio de 2015

A GENIALIDADE E A REENCARNAÇÃO




“E respondeu-lhe Jesus: ‘Na verdade, na verdade, te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.’
Nicodemos respondeu, e disse-lhe: ‘Como pode ser isso?’
‘Na verdade, na verdade, te digo que nós dizemos o que sabemos, e testificamos o que vimos; e não aceitais o nosso testemunho.
Se vos falei de coisas terrestres e não crestes, como crereis se vos falar das celestiais?”.

-João c3vs3-7-9-11 e 12.

Conta-se que um jovem médico procurou o notável compositor Mozart e lhe perguntou como deveria proceder para escrever uma sinfonia.

O grande músico lhe respondeu que ele era muito jovem para pensar em escrever sinfonias e lhe sugeriu que tentasse antes escrever baladas.

Indignado com a observação, o rapaz retrucou: “Como pode me dizer que sou jovem, se o senhor escreveu sinfonias com apenas dez anos!”

“Realmente (concluiu Mozart), eu as escrevi com aquela idade, mas não perguntei a ninguém como fazê-lo.’

A resposta do alegre músico austríaco nos conduz a destacar o prodígio que são algumas crianças.

O famoso Rembrandt já era pintor antes de aprender a ler. Miquelângelo, a quem devemos a maravilha das pinturas da Capela Sistina, no Vaticano, foi considerado um artista completo, aos oitos anos, por seu mestre.

O célebre escritor francês Victor Hugo revelou-se literariamente aos treze anos.

Crianças outras demonstraram bem cedo sua genialidade, qual seja a de dominar várias línguas, como o alemão, francês, latim, grego e hebraico; compor, pintar; escrever poemas ou outras peças literárias.

Os Espíritos nos explicam com clareza que tais fenômenos de prodígio são devidos ao progresso anterior da alma, a uma lembrança do passado, entendendo-se como passado as vidas anteriores do Espírito.

Equivale pois a dizer que nada do que se aprenda é perdido, em tempo algum.

Plenamente concorde com a Lei do Progresso, tais fatos nos levam a reflexões em torno dos talentos de que somos portadores, convidando-nos a atentar para o que possamos ter trazido de vidas passadas.

Descortina-se a razão pois que renascemos não somente para resgatar débitos, acertar problemas do ontem, mas também para amadurecer avanços iniciados em outras encarnações.

Aqueles que mais sabem, que trazem melhores mensagens de vida e maiores experiências, são convidados a trabalhar em prol da vida mais bela e elevada.

É desta forma que benfeitores da Humanidade retornam vez ou outra ao cenário da Terra, revestidos de uma roupagem carnal diferente, para atender seus irmãos.

Quem haja se evidenciado nas artes e tenha brindado o mundo com produções belíssimas, pode retornar para se dedicar ao bem do próximo, exercitando a sensibilidade de outra forma.

Quem tenha se esmerado na Ciência, pode retornar servindo à comunidade em outro campo, totalmente diverso, sem perder jamais, em momento algum, o que aprendeu, exercitou, lecionou.

Isto também explica a facilidade de algumas pessoas para determinadas áreas do saber, das artes, da indústria, do comércio, das relações humanas.

Parafraseando Lavoisier: Nada se perde... Tudo se transforma. E diríamos: para melhor.

O fenômeno do Espírito retornar à carne, em outro corpo especialmente preparado para ele, se chama reencarnação.

A reencarnação constitui excelente oportunidade de aperfeiçoamento, concedida por Deus, para o Espírito.

Assim, vale a pena aproveitar cada minuto da presente existência, fazendo o melhor que estiver ao nosso alcance.

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Redação do Momento Espírita
www.momento.com.br