O Arrebol Espírita

sábado, 29 de novembro de 2014

PENSAMENTO ESPÍRITA


Qualquer de nós, quando não desculpe agravos recebidos;

quando não se coloque no lugar do ofensor para sentir-lhe as tentações e justificar-lhe, de algum modo, as fraquezas;

quando não pronuncie sequer uma frase de tolerância para com as faltas alheias;

quando se disponha a louvar exclusivamente os amigos, sem ver as qualidades nobres dos adversários;

quando retribui vergastada por vergastada ou prejuízo por prejuízo;

quando conserve rancor ou ressentimento contra a pessoa de alguém;

quando não encontre motivos para o exercício da benevolência e da paz; quando critique ou injurie;

quando nada faça para desfazer incompreensões e aversões;

quando critique ou injurie;

qualquer de nós que adote semelhante comportamento está desconhecendo a própria natureza e tornando-se, com isso, mais profundamente suscetível à influência do mal, requisitando, em regime de urgência, o apoio da simpatia e o amparo da oração
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Espírito: Albino Teixeira
Médium: Chico Xavier
Livro: Coragem


(a)  R.S.DURANT DART (O Arrebol Espírita)
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LIBERDADE REAL



Clama-se por liberdade de pensamento, de opinião, de movimento, de ação...

A liberdade expressa-se como necessidade política e religiosa, artística e cultural, econômica e ética, para ser vivida, mas, mesmo quando se encontra estabelecida e proclamada, a imaturidade psicológica e o atraso moral de grande parte da sociedade que a anela, geram perturbações e descambam no crime.

Não se pode fruir de liberdade sem a consciência de responsabilidade, que faculta o respeito às leis, aos direitos dos outros, aos compromissos institucionais relevantes com disciplina e consideração.

Quando a Revolução Francesa proclamou os louvores à liberdade, desapeando do poder a velha Casa dos Capetos tradicionais, o clero, a aristocracia e os dominadores momentâneos, logo vieram os direitos humanos e a conquista da cidadania. No entanto, o desequilíbrio de alguns líderes apaixonados e atormentados abriram os lamentáveis períodos para a instalação dos dias do Terror, que mancharam a dignidade humana já ultrajada pelos ódios entre os novos partidos governamentais e desonraram os ideais libertários.

A ânsia pela liberdade, infelizmente, ainda hoje se transforma em terrorismo aparvalhante, em guerras hediondas, quando facções alucinadas atiram-se em lutas cruéis, semeando o horror e a destruição, logo, porém, sucumbindo por sua vez, vencidas por outros grupos mais perversos que as odeiam.

Liberando o fanatismo de qualquer natureza, sempre insano, produz a selvageria de que a civilização já deveria estar liberada, em espetáculos de morbidez que levam ao desespero dezenas, centenas de milhares de pessoas que são obrigadas a abandonar tudo, a fim de fugirem da sanha venenosa, para buscarem amparo em regiões não menos terríveis, como os campos de refugiados nos desertos, nas áreas infectas do mundo...

Vidas estioladas todas essas, que perdem as raízes da sua origem e desenvolvem-se em situações deploráveis de miséria de todo tipo.

As etnias africanas ou europeias, asiáticas ou americanas, permanecem em atos de agressividade, com derramamento de sangue que encharca o solo ressequido, utilizando-se do direito à liberdade que negam aos demais, também seus irmãos, que são acusados de estar do outro lado. E o que eram antes fraternidade, sorrisos, converte-se, rapidamente, em inconcebíveis carnificinas que estarrecem.

A verdadeira liberdade, porém, paira acima dos ideólogos interessados na libertinagem e no desar.

Ei-los, os violentos e sandeus, mascarados de idealistas e sonhadores, repentinamente transformados em hediondos inimigos da Humanidade que desarticulam, ambiciosos e extravagantes, violentos e inescrupulosos.

Jesus referiu-se que somente há liberdade quando se conhece a Verdade. E, por isso mesmo, recomendou que se a buscasse com empenho e insistência. A Verdade, porém, é Deus. Na impossibilidade atual de se entendê-lO e mesmo conhecê-lO, na Sua transcendência, a busca do conhecimento espiritual, da finalidade da existência terrestre, liberta da ignorância, que é a responsável por incontáveis males que afligem a sociedade.

Nesse sentido, merece que se reflexione em torno da liberdade interior que se expande para fora, quando se percebe que a verdade se estabelece inicialmente no íntimo, quando se inicia o esforço pela superação do egoísmo, responsável pelos desejos subalternos e pelos vícios sociais, morais e comportamentais.

Essa é a revolução especial, mais difícil, única, porém, que pode proporcionar a conquista do objetivo existencial, que é a plenitude.

Livre, portanto, é todo aquele que compreende a necessidade de contribuir em favor do bem geral, que se esforça pela vivência solidária e transforma os seus desejos, alterando-lhes o direcionamento.

Tudo quanto antes aspirava apenas para si, agora se transforma num esforço comum em benefício de todos.

O vício escraviza, asselvaja, retém a sua vítima nas prisões da dependência tirânica, e por mais se desfrute de liberdade política e social, onde se vai, permanece-se em encarceramento.

Somente através da consciência responsável e digna pelo que opera na mudança do comportamento moral, é que se pode vivenciar a liberdade, mesmo quando as circunstâncias ainda não a concedem.

A criatura que aspira por ser realmente livre deve empenhar-se com denodo para transformar as dependências viciosas em conquistas éticas saudáveis. O Mestre Galileu, sitiado pelos fariseus e pretorianos impenitentes e pusilânimes, seguidos pelos escravocratas de diferentes denominações, enfrentou a impostura e o poder de mentira com a autoridade moral da Sua pureza, fazendo-se respeitar e temer, por cuja grandeza foi crucificado...

Altivo, na execução do programa renovador da Humanidade, substituiu a Lei antiga pela de amor, intimorato, proclamou a liberdade e viveu-a, atraindo multidões, que abalaram o Império Romano e modificaram-lhe a estrutura. Entretanto, à medida que as criaturas se descuidaram moralmente, perderam a liberdade, por permitir-se os vícios, corrompendo-se e tornando-se vítimas das suas próprias ambições desnaturadas, os desejos mesquinhos e hediondos que as assinalam.

Séculos de trevas e dores sucederam-se até o momento em que a ciência se libertou do totalitarismo da fé cega, preparando a sociedade para a chegada do Consolador. A Revelação Espírita, ao esclarecer as consciências que anseiam pelo infinito, proclama a imortalidade da alma e sua reencarnação, demonstra-as, enquanto proporciona a visão do futuro que a todos aguarda, e rompe os grilhões retentivos dos vícios, à medida que proporciona a liberdade real.

Livre e feliz, segue Jesus, o Libertador, e a Ele entrega-te, a fim de plenificar-te em definitivo.


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Pelo Espírito Joanna de Ângelis - Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica de 11 de junho de 2014, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.



(a)  R.S.DURANT DART (O Arrebol Espírita)
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O ESPÍRITO EMMANUEL – Segundo Chico Xavier



"Lembro-me de que, em 1931, numa de nossas reuniões habituais, vi a meu lado, pela primeira vez, o bondoso Espírito Emmanuel. Eu psicografava, naquela época, as produções do primeiro livro mediúnico, recebido através de minhas humildes faculdades e experimentava os sintomas de grave moléstia dos olhos."

"Via-lhe os traços fisionômicos de homem idoso, sentindo minha alma envolvida na suavidade de sua presença, mas o que mais me impressionava era que a generosa entidade se fazia visível para mim, dentro de reflexos luminosos que tinham a forma de uma cruz. Às minhas perguntas naturais, respondeu, o bondoso guia: "Descansa! Quando te sentires mais forte, pretendo colaborar igualmente na difusão da filosofia espiritualista. Tenho seguido sempre os teus passos e só hoje me vês, na tua existência de agora, mas os nossos espíritos se encontram unidos pelos laços mais santos da vida e o sentimento afetivo que me impele para o teu coração tem suas raízes na noite profunda dos séculos..."

"Essa afirmativa foi para mim imenso consolo e, desde essa época, sinto constantemente a presença desse amigo invisível que, dirigindo as minhas atividades mediúnicas, está sempre ao nosso lado, em todas as horas difíceis, ajudando-nos a raciocinar melhor, no caminho da existência terrestre. A sua promessa de colaborar na difusão da consoladora Doutrina dos Espíritos tem sido cumprida integralmente. Desde 1933, Emmanuel tem produzido, por meu intermédio, as mais variadas páginas sobre os mais variados assuntos. Solicitado por confrades nossos para se pronunciar sobre esta ou aquela questão, noto-lhe sempre o mais alto grau de tolerância, afabilidade e doçura, tratando sempre todos os problemas com o máximo respeito pela liberdade e pelas ideias dos outros. Convidado a identificar-se, várias vezes, esquivou-se delicadamente, alegando razões particulares e respeitáveis, afirmando, porém, ter sido, na sua última passagem pelo planeta, padre católico, desencarnado no Brasil. Levando as suas dissertações ao passado longínquo, afirma ter vivido ao tempo de Jesus, quando então se chamou Públio Lêntulus. E de fato, Emmanuel, em todas as circunstâncias, tem dado a quantos o procuram o testemunho de grande experiência e de grande cultura."

"Muitas vezes, quando me coloco em relação com as lembranças de minhas vidas passadas e quando sensações angustiosas me prendem o coração, sinto-lhe a palavra amiga e confortadora. Emmanuel leva-me, então, às eras mortas e explica-me os grandes e pequenos porquês das atribulações de cada instante. Recebo, invariavelmente, com a sua assistência, um conforto indescritível, e assim é que renovo minhas energias para a tarefa espinhosa da mediunidade, em que somos ainda tão incompreendidos."

Podemos ter um melhor conhecimento de Emmanuel por intermédio das obras "Há Dois Mil Anos" e "Cinquenta Anos Depois". Estes livros constituem verdadeiras obras primas de literatura mediúnica e histórica.

Emmanuel também viveu sob a personalidade de Manoel da Nóbrega, renascido em 18 de outubro de 1517, em Sanfins, Entre Douro e Minho, Portugal. A 25 de janeiro de 1554, seria um dos principais fundadores da cidade de São Paulo. Foi também o fundador da cidade de Salvador, Bahia, a primeira capital do Brasil. A informação de que Emmanuel teria sido o Padre Manoel da Nóbrega foi dada pelo próprio Emmanuel em várias comunicações.

Emmanuel fez também parte da falange do Espírito da Verdade que trouxe a Terra o Cristianismo restaurado, definição sua da Doutrina Espírita. No Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec inseriu uma mensagem de Emmanuel, recebida em Paris, 1861, intitulada O Egoísmo (Cap. XI - 11).

Além dos dois livros históricos citados, destacam-se: Paulo e Estevão, obra que, segundo Herculano Pires, justificaria, por si só, a missão mediúnica de Francisco Cândido Xavier, Ave Cristo e Renúncia, livros estes que, juntamente com os citados anteriormente, ajudam-nos a entender o nascimento do Cristianismo e, depois, a sua gradual adulteração.


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Biografia extraída do Grupo de Estudos Avançados Espíritas – GEAE



(a)    RONALDO COSTA (O Arrebol Espírita)
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