O Arrebol Espírita

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

PARA VIVER MELHOR


A importância do perdão, de modo geral, ainda não foi claramente compreendida pelos companheiros domiciliados no Plano Físico.

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O espírito, em estágio na Terra, é um inquilino do corpo em que reside transitoriamente.

Imaginemos o usufrutuário da moradia a martelar estruturas da sua própria casa, em momentos de revolta e azedume.

Quanto mais repetidos os acessos de amargura e ressentimento, mais ampla a depredação em prejuízo próprio.

Esse é o quadro exato da criatura, habituada às reações negativas, nos instantes de prova ou desagrado.

Daí nascem muitas das moléstias obscuras, diagnosticáveis ou não, agravando as condições do veículo físico, já de si mesmo frágil e vulnerável, embora maravilhosamente constituído.

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Se tens mágoa contra alguém, observa que esse alguém não terá agido com os teus conceitos e pensamentos.

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O amor nos vinculará sempre a determinado grupo de pessoas, entretanto, em nosso próprio benefício, amemo-las, tais são, sem exigir que nos amem, sob pena de cairmos frequentemente em desequilíbrio e abatimento.

Doemos alma e coração aos seres queridos, sem escravizá-los a nós e sem nos escravizarmos a eles.

Por muito se nos enlacem no mundo físico, sob as teias da consangüinidade, saibamos deixá-los libertos de nós, a fim de serem o que desejam, na certeza de que a escola da experiência não funciona inutilmente.

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A criança é responsabilidade nossa e responderemos, ante as leis da vida, pela proteção ou pelo abandono que estejamos devotando aos pequeninos confiados à nossa tutela temporária.

Os adultos, porém, são donos dos próprios atos e, não será justo chamar a nós, a consequências da empresa a que se adaptem ou dos caminhos que escolham, tanto quanto não seria razoável, atribuir a eles os resultados de nossas próprias ações.

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Perdão e tolerância são alavancas de sustentação da nossa paz íntima.

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Desculpar faltas e agravos será libertar-nos de choques e golpes que vibraríamos sobre nós mesmos, criando em nós e para nós, dilapidações e doenças de resultados imprevisíveis.

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Ensinou-nos o Cristo: - "Perdoa não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes".

Isso, na essência, quer dizer que não somente nos cabe esquecer as ofensas recebidas em proveito próprio, mas também significa que seria ilógico disputar atenção e carinho daqueles que porventura nos agridam, já compromissados, por eles mesmos, nas equações infelizes das atitudes a que se afeiçoem.

Em suma, para quem quiser na Terra trabalhar e progredir com mais saúde e paz, alegria e segurança, vale a pena perdoar constantemente para viver sempre melhor.



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Do livro: Amigo
Médium: Chico Xavier
Espírito: Emmanuel

AO IRMÃO AFASTADO



Dizes-te, por vezes, sob desalento e cansaço e que já não consegues abraçar qualquer tarefa na seara do bem.

Entretanto, no íntimo, a voz da consciência te convida a olvidar desenganos, apagar ressentimentos, varrer amarguras e renovar a própria existência.

O estranho diálogo de ti para contigo prossegue, adentro de ti mesmo e respondes que sofrestes decepções, que não encontraste clima adequado à execução das tuas aspirações de ordem superior, que te desencantastes com amigos desorientados em matéria de espiritualidade, e, de outras vezes acusas-te por erros e quedas, dos quais não te sentes com a precisa coragem de levantar.

Ainda assim, deixa que a consciência te fale ao coração e reergue-te para as atividades do bem.

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Qualquer desilusão é apelo à realidade e toda vez em que nos reconhecemos em desacerto, isso é sinal de que estamos progredindo em discernimento.

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Não permitas que a ideia de fracasso anule os créditos de tempo, em tuas mãos. Não abandones a certeza de que podes trabalhar e servir, auxiliar e melhorar, renovar e reconstruir.

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Se o desânimo te congelou os ideais, acende a chama da esperança, no próprio coração e reinicia a cooperação, nas obras construtivas, das quais te afastaste, impensadamente. Se paraste na trilha do progresso, retoma a própria marcha, em demanda ao alvo por atingir.

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Não acredites em derrota e nem te admitas incapaz de ser útil.

Esquece agravos, preterições, ressentimentos e tristezas inúteis, buscando caminho à frente.

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Se a Divina Providência não acreditasse em tua capacidade de elevação e refazimento, já teria cassado as tuas possibilidades de serviço na Terra.

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Pensa na vida imperecível e oferece uma nova oportunidade a ti mesmo, procurando reaprender e recomeçar.


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Do livro: Amigo
Médium: Chico Xavier
Espírito: Emmanuel

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

NA PEREGRINAÇÃO CRISTÃ



Se aceitastes o Evangelho por abençoado roteiro de aperfeiçoamento, não te esqueças da representação que nos cabe em toda parte.

A fé nos confere consolação, mas, nos reveste de responsabilidade a que não podemos fugir.

Somos embaixadores de Jesus onde estivermos, se a Luz d’Ele é o clarão que nos descortina o futuro.

Não te esqueças de semelhante realidade para que tua experiência religiosa não se reduza a simples adoração improdutiva.

A estrada permanece descerrada a nós todos.

Cada dia é nova revelação para que exerçamos a sublime investidura.

Se o Senhor desceu até nós, partilhando-nos a senda obscura e viciosa, a fim de que nos levantássemos, aprendamos também a representá-Lo nas regiões inferiores à nossa posição no conhecimento.

Onde fores defrontado pela calúnia, sê a palavra amiga do esclarecimento benéfico.

Se o mal te visita, improvisa o bem com a tua capacidade de ajuizar as situações, de planos mais altos.

Se a tristeza e o desânimo te procuram, acende a lanterna da coragem e resiste ao sopro frio do desalento, prosseguindo no trabalho que a vida te confiou.

Se a infantilidade te busca, não a abandones, porque o cristão sincero é o bom educador que tudo aperfeiçoa para a vitória do Infinito Bem.

Se a leviandade vem ao teu encontro, auxilia o companheiro de jornada, orientando-lhe o pensamento para o justo equilíbrio em que nossa fé se inspira e vive sempre.

Se a treva tenta envolver-te, faze a claridade do otimismo, com as bênçãos do amor que auxiliam em todos os instantes.

Mas, se o embaixador humano é obrigado a longo curso de compreensão e tolerância, na ciência do tato e da gentileza, para não falhar em seus compromissos, não creias que o emissário do Cristo deva agir sem os princípios da serenidade e do bom ânimo.

Colaboremos e auxiliemos, sem alardear notas de superioridade perturbadora.

Quanto mais clara a nossa luz, mais alta a nossa dívida para com as sombras. Quanto mais sublimes as nossas noções do bem, mais imperiosos os nossos deveres de socorro às vítimas do mal.

O mensageiro do Cristo é o braço do Evangelho.

Se nos propomos ao serviço do Divino Mestre, descortinemos a Ele o nosso coração, a fim de que seus desígnios imperem sobre o nosso roteiro e para que a nossa vida seja uma luz brilhante para quantos caminham conosco, sob o nevoeiro do mundo.


Se te candidatas a servir com Jesus, tomemo-Lo por nosso padrão vivo e incessante, buscando-Lhe a Vontade para que nossos caprichos sejam esquecidos.


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Do livro: A
lvorada do Reino
Médium: Chico Xavier
Espírito:
Emmanuel