O Arrebol Espírita

quinta-feira, 9 de junho de 2016

COMPORTAMENTO ÉTICO



Amanda fazia compras no supermercado movimentado.


Viu que na padaria havia um grande cesto rodeado de pessoas.

Notou que elas olhavam o conteúdo, sorriam e apanhavam pacotes, dirigindo-se aos caixas.

Ao se aproximar, observou uma plaquinha que anunciava pães especiais, com ingredientes pouco comuns e raros.

Ao olhar o preço, percebeu que a etiqueta estava trocada, pois mostrava o nome de um pão comum, de preço bem menor.

Alguém havia trocado as etiquetas dos pacotes e aqueles pães especiais estavam sendo vendidos muito abaixo de seu valor.

Amanda chamou um funcionário da padaria. Alertou para a troca, sugerindo que ele recolhesse os pacotes restantes e corrigisse a etiqueta.

Ele arregalou os olhos quando se deu conta do erro e agradeceu. Pegou a cesta, imediatamente, retirando-a do acesso ao público.

Outra cliente, que assistiu a cena, ficou zangada por não ter tido a chance de se beneficiar com o equívoco do funcionário. Olhando fixamente Amanda, sussurrou: "Otária!". Mas só recebeu em troca um sorriso amável de Amanda.

A moça, talvez incomodada pela superioridade moral que aquela senhora emanava, se virou e sumiu por um corredor.

Outra funcionária, atrás do balcão da padaria, estranhou a atitude de Amanda e ficou se perguntando por que ela simplesmente não havia pego um pacote de pão e ido embora, como tantos clientes haviam feito.

Amanda circulou pelos corredores, terminou suas compras com calma e foi para casa.

No caminho, foi pensando como as pessoas se equivocam acreditando ser válido tirar vantagem do erro de alguém.

Com certeza, elas não pensam no quanto podem prejudicar o outro quando acreditam estar se dando bem.

Lembrou-se de quando era jovem e trabalhava num pequeno comércio, em cidade do interior.

Cada erro cometido por um funcionário era cobrado dele ou, às vezes, rateado entre todos.

Era um alento quando algum cliente devolvia o troco dado a mais, num momento de descuido, ou alertava para um preço equivocado, que fatalmente oneraria os que ali trabalhavam.

Aquilo fazia Amanda acreditar na justiça, na ética e na bondade humana.

Cresceu acreditando que a ética e a justiça deveriam nortear os comportamentos.

Estudou direito, tornou-se advogada, depois juíza.

A cada causa analisada, em cada processo e julgamento, buscava ser o mais justa e ética possível.

Fora dos tribunais, aplicava os mesmos parâmetros.

E foi por isso que ela, uma senhora de ar distinto e nobreza de caráter, deixou uma marca profunda em funcionários e clientes daquele supermercado.

Para os que acreditam na justiça, na ética e na bondade humana, ela foi um incentivo, um alento, um modelo a ser seguido.

Quando os seres humanos se libertarem do egoísmo, da ganância e do orgulho, que arrastam para a corrupção e para comportamentos desonestos, atitudes como a de Amanda serão corriqueiras, normais.

Quando alcançarmos esse patamar, estaremos a um passo de viver no paraíso construído por nós mesmos.

***

quarta-feira, 1 de junho de 2016

DOS PLANOS DO ALTO CHICO XAVIER FALA À NAÇÃO


Estamos todos em um curso intensivo e muito exigente na nossa nação, cujo o único propósito é abrir os nossos olhos para entender que todos somos responsáveis, em maior ou menor escala, pelo que acontece ao nosso país.
O evangelho de nosso senhor Jesus Cristo nos ensina que, a cada um segundo suas obras, será entregue o volume de provas ou de bênçãos que merece.
O Brasil não está à deriva, apenas enfrenta uma profunda é necessária seleção de valores, visando o seu futuro de glórias.
Homem algum, por mais poder e influência, conseguirá alterar os destinos previstos para os tempos de civilidade e consciência, para os quais estão sendo moldados todos os acontecimentos.
A guerra instaurada nos vales sombrios do astral, em cujos locais se encontram as verdadeiras raízes do mal declarado, estão com seus dias contados. A luz da verdade expõe aos clarões da justiça todos os mais endurecidos planos de domínio e estagnação. O que era segredo de gênios poderosos nas esferas da maldade, hoje é vespeiro de confusão por conta da fragmentação que dissolveu a espessa camada de poder, que se escondia na hipocrisia e na mentira nos vales organizados da política dos “césares da hegemonia”.
Grandes grupos organizados esfacelaram e se tornaram células frágeis diante desse clarão que deu rumos imprevisíveis, sob comando das hostes do bem e da paz.
Os serviços do bem nos quais todos nós, cooperadores do ideal cristão, estamos sendo chamados, é uma oportunidade incomparável para educação de nossas almas à luz do evangelho. O ensino do Mestre de amar a todos sem distinção é o ponto de equilíbrio para que os nossos corações atribulados pelo desejo incontido de justiça, possa encontrar o necessário sossego e discernimento na busca de uma pro-atividade que não nos permita nunca esquecer que também respondemos por tudo que acontece.
Ninguém sossegará nas fileiras do bem, seja na matéria ou na vida imortal, enquanto a luta se fizer necessária para edificar em nossa pátria amada a condição de coração generoso e gentil, justo e pródigo diante da nossa casa planetária.
Que a esperança nasça em meio à turbulência e que os arautos do bem estendam claridade e visão, consciência e brandura às aflições do povo brasileiro, em nome de Jesus Cristo.
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Espírito: Chico Xavier 
Médium: Wanderley Oliveira (psicografado na manhã de 24/03/16)
Página do Médium no Facebook: https://www.facebook.com/wanderleyoliveiraperfil



domingo, 8 de maio de 2016

VOZES DO TÚMULO (Lições Ocultas)






A Mente Divina pode querer comunicar-se com mentes finitas manipulando o mundo dos homens e das coisas de forma que a mente particular, destinada a ser atingida neste momento, considere significativa.”
- Aldous Huxley -

Há poucos lugares onde me sinto tão inteiro quanto no cemitério. Nunca compreendi a aversão que muitos nutrem por aquilo que chamam de morada última. Alguns dizem:
— “É um lugar fantasmagórico, ligado ao fim da vida… à morte.”
Mas que lógica há nisso?
Se é fantasmagórico, é porque há fantasmas; se há fantasmas, há presença; se há presença, há vida. Onde existe vida, não pode haver morte. O medo nasce do equívoco.
Nunca me preparo para ir a um cemitério como quem planeja um passeio qualquer. Contudo, se ele surge em meu caminho, se o tempo consente, entro. Não para cultuar a ausência, mas para dialogar com a permanência. Ali, mais do que em muitos templos, reencontro o equilíbrio da mente e o silêncio da consciência. Já ouvi inúmeras orações, pronunciadas nas mais diversas tribunas, mas poucas me ensinaram tanto quanto as vozes que ecoam do túmulo.
Não há morte nos cemitérios. Há vida — tanta quanto a que passa apressada do lado de fora de seus muros. Não conheço as histórias de quem ali repousa, assim como não conheço as histórias dos que caminham ao meu lado pelas ruas. Cada existência é um mistério particular. Ainda assim, é possível ouvir, sentir e aprender.
Caminho por suas alamedas observando os rostos fixados nas lápides, os nomes gravados na pedra, as datas de chegada e de partida. Leio as homenagens póstumas e, em silêncio, converso com os irmãos que ali se encontram.
Digo a Fernando:
— “Você era bonito.”
E, após um instante de reflexão, parece que ele me responde:
— “Isso não era beleza. A verdadeira, eu só comecei a conhecer depois.”
Retribuo:
— “Então já estás aprendendo.”
E sinto, sem ver, o esboço de um sorriso.
Mais adiante, falo com Renata:
— “Que beleza.”
Ela parece rir de mim e dizer:
— “Não se engane. Cuida da beleza do teu espírito. Essa nasce no coração, atravessa o tempo e sobrevive ao corpo. É ela que brilha como estrela.”
— “Além de bela, sábia”, respondo.
E sua fotografia parece iluminar-se.
Converso com todos. Com o rico e o pobre. Com o jovem e o velho. Com o simples e o poderoso. Um governador me fala de seus erros, de suas ilusões e da verdade que só aprendeu depois:
— “Jesus é o maior governante, porque governa com amor.”
Talvez alguém pense: “Esse homem é louco.”
Para mim, loucura é temer o cemitério, acreditando que ali habita a morte, quando, na verdade, ali repousa apenas o que já não serve à vida.
Certa vez, sentei-me em um banco e contemplei o silêncio. Uma voz soou atrás de mim:
— “Pensando na vida?”
Virei-me. Era um homem simples, vestido de gari.
— “Refletindo sobre ela e seus problemas”, respondi.
Ele sentou-se ao meu lado e, com a serenidade dos que aprenderam vivendo, disse:
— “A vida é como uma rosa. Tem espinhos, beleza, perfume, pólen e néctar. O problema não está na rosa, mas no homem.
O homem fere com seus espinhos — a revolta, a ambição, o orgulho, o egoísmo. A rosa usa os seus apenas para se proteger.
O homem usa sua beleza — física, intelectual, social — para afastar. A rosa usa a dela para atrair.
A rosa produz néctar e o oferece. Ensina, sem palavras, que é dando que se recebe. O homem, quase sempre, quer reter tudo para si.
O perfume da rosa anuncia onde ela está e convida à aproximação. O cheiro do homem, muitas vezes, avisa onde não se deve ficar.”
Perguntei, admirado:
— “De onde o senhor tirou isso?”
Ele levantou-se e respondeu, sorrindo:
— “Da própria vida, meu jovem.”
E se foi. Nunca mais o vi. Mas sua voz — como tantas outras naquele lugar — permanece comigo.

*
“A inteligência Divina fala conosco de diversas maneiras, fazendo revelações surpreendentes que quando compreendidas nos dão a certeza de que a vida vai muito além dos limites do mundo material, onde passado, presente e futuro se confundem nas tramas da evolução.”
- Zibia Gasparetto -

*
A Mente Divina pode querer comunicar-se com mentes finitas manipulando o mundo dos homens e das coisas de forma que a mente particular, destinada a ser atingida neste momento, considere significativa.”
- Aldous Huxley -

Bom, é isso gente! É o que tenho para falar sobre cemitério, sobre as Vozes do Túmulo que há muito ouço e que me trazem grandes ensinamentos como o publicado alguns anos atrás e republicado aqui no Facebook, ano passado, com o titulo: A PLANTA FEIA (Lições Ocultas II) https://www.facebook.com/durantdart/photos/a.1518631845084856.1073741830.1518422565105784/1520176051597102/?type=3&theater