O Arrebol Espírita

sábado, 9 de maio de 2015

TROVAS DE MÃE



Dia das Mães!... Alegrias
Das mais puras, das mais belas!...
Mas é preciso saber
O dia que não é delas.

O nosso berço no mundo,
Sem que ninguém o defina,
É um segredo entre a mulher
E a Providência Divina.

Mãe possui onde apareça
Dois títulos a contento:
Escrava do sacrifício,
Rainha do sofrimento.

Mulher quando se faz mãe,
Seja ela de onde for,
Por fora é sempre mulher,
Por dentro é um anjo de amor.

Maternidade na vida,
Que o saiba quem não souber,
É uma luz que Deus acende
No coração da mulher.

Coração de mãe parece,
No lar em que se aprimora,
Padecimento que ri,
Felicidade que chora.

Pela escritura que trago,
Na história dos sonhos meus,
Mãe é uma estrela formada
De uma esperança de Deus.

***
Espírito: Delfina Benigna da Cunha
Médium: Chico Xavier
Livro: Luz no Lar



(a) RONALDO COSTA (O Arrebol Espírita)

quinta-feira, 7 de maio de 2015

A GENIALIDADE E A REENCARNAÇÃO




“E respondeu-lhe Jesus: ‘Na verdade, na verdade, te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.’
Nicodemos respondeu, e disse-lhe: ‘Como pode ser isso?’
‘Na verdade, na verdade, te digo que nós dizemos o que sabemos, e testificamos o que vimos; e não aceitais o nosso testemunho.
Se vos falei de coisas terrestres e não crestes, como crereis se vos falar das celestiais?”.

-João c3vs3-7-9-11 e 12.

Conta-se que um jovem médico procurou o notável compositor Mozart e lhe perguntou como deveria proceder para escrever uma sinfonia.

O grande músico lhe respondeu que ele era muito jovem para pensar em escrever sinfonias e lhe sugeriu que tentasse antes escrever baladas.

Indignado com a observação, o rapaz retrucou: “Como pode me dizer que sou jovem, se o senhor escreveu sinfonias com apenas dez anos!”

“Realmente (concluiu Mozart), eu as escrevi com aquela idade, mas não perguntei a ninguém como fazê-lo.’

A resposta do alegre músico austríaco nos conduz a destacar o prodígio que são algumas crianças.

O famoso Rembrandt já era pintor antes de aprender a ler. Miquelângelo, a quem devemos a maravilha das pinturas da Capela Sistina, no Vaticano, foi considerado um artista completo, aos oitos anos, por seu mestre.

O célebre escritor francês Victor Hugo revelou-se literariamente aos treze anos.

Crianças outras demonstraram bem cedo sua genialidade, qual seja a de dominar várias línguas, como o alemão, francês, latim, grego e hebraico; compor, pintar; escrever poemas ou outras peças literárias.

Os Espíritos nos explicam com clareza que tais fenômenos de prodígio são devidos ao progresso anterior da alma, a uma lembrança do passado, entendendo-se como passado as vidas anteriores do Espírito.

Equivale pois a dizer que nada do que se aprenda é perdido, em tempo algum.

Plenamente concorde com a Lei do Progresso, tais fatos nos levam a reflexões em torno dos talentos de que somos portadores, convidando-nos a atentar para o que possamos ter trazido de vidas passadas.

Descortina-se a razão pois que renascemos não somente para resgatar débitos, acertar problemas do ontem, mas também para amadurecer avanços iniciados em outras encarnações.

Aqueles que mais sabem, que trazem melhores mensagens de vida e maiores experiências, são convidados a trabalhar em prol da vida mais bela e elevada.

É desta forma que benfeitores da Humanidade retornam vez ou outra ao cenário da Terra, revestidos de uma roupagem carnal diferente, para atender seus irmãos.

Quem haja se evidenciado nas artes e tenha brindado o mundo com produções belíssimas, pode retornar para se dedicar ao bem do próximo, exercitando a sensibilidade de outra forma.

Quem tenha se esmerado na Ciência, pode retornar servindo à comunidade em outro campo, totalmente diverso, sem perder jamais, em momento algum, o que aprendeu, exercitou, lecionou.

Isto também explica a facilidade de algumas pessoas para determinadas áreas do saber, das artes, da indústria, do comércio, das relações humanas.

Parafraseando Lavoisier: Nada se perde... Tudo se transforma. E diríamos: para melhor.

O fenômeno do Espírito retornar à carne, em outro corpo especialmente preparado para ele, se chama reencarnação.

A reencarnação constitui excelente oportunidade de aperfeiçoamento, concedida por Deus, para o Espírito.

Assim, vale a pena aproveitar cada minuto da presente existência, fazendo o melhor que estiver ao nosso alcance.

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Redação do Momento Espírita
www.momento.com.br



domingo, 3 de maio de 2015

GHOST DOG


Pergunta: Pois se os animais têm uma inteligência que lhes dá uma certa liberdade de ação, há neles um princípio independente da matéria?

Resposta: Sim, e que sobrevive ao corpo.

P-a) Esse princípio é uma alma semelhante à do homem?

R) É também uma alma, se o quiserdes: isso depende do sentido em que se tome a palavra; mas é inferior à do homem. Há, entre a alma dos animais e a do homem, tanta distância quanto entre a alma do homem e Deus.

P) A alma dos animais conserva após a morte sua individualidade e a consciência de si mesma?

R) Sua individualidade, sim, mas não a consciência de si mesma. A vida inteligente permanece em estado latente.

P) A alma dos animais pode escolher a espécie em que prefira encarnar-se?

R) Não; ela não tem o livre-arbítrio.

P) A alma do animal, sobrevivendo ao corpo, fica num estado errante como a do homem após a morte?

R) Fica numa espécie de erraticidade, pois não está unida a um corpo.

 Mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade. É a consciência de si mesmo que constitui o atributo principal do Espírito. O Espírito do animal é classificado, após a morte, pelos Espíritos incumbidos disso e utilizado quase imediatamente; não dispõe de tempo para se pôr em relação com outras criaturas.

P) Os animais seguem uma lei progressiva como os homens?

R) Sim, e é por isso que nos mundos superiores onde os homens são mais adiantados, os animais também o são, dispondo de meios de comunicação mais desenvolvidos. São, porém, sempre inferiores e submetidos aos homens, sendo, para estes, servidores inteligentes.

      Nada há nisso de extraordinário. Suponhamos os nossos animais de maior inteligência, como o cão, o elefante, o cavalo, dotados de uma conformação apropriada aos trabalhos manuais. O que não poderiam fazer sob a direção do homem?                 

P) Os animais progridem, como o homem, por sua própria vontade, ou pela força das coisas?

R) Pela força das coisas; e é por isso que, para eles, não existe expiação.

P) Nos mundos superiores, os animais conhecem a Deus?

R) Não. O homem é um deus para eles, como antigamente os Espíritos foram deuses para os homens.

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Livro dos Espíritos/Autor: Allan Kardec/Cap. XI/ Item II/Questões 597 a 603.

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Quando o Inspector Arthur Springer se aposentou da Scotland Yard, em 1916, resolveu tirar a fotografia que ilustra esta postagem, em Tingewick, Buckingham, Inglaterra. No momento em que ele capturou a imagem, não havia nenhum cão no ambiente, muito embora a fotografia tenha registrado também o espectro deste animal.

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(a)   RONALDO COSTA (O Arrebol Espírita)
https://www.facebook.com/o.arrebol.espirita