A miúde, lendo os comentários sobre minhas publicações, encontro as seguintes afirmações:
"Adoro suas crônicas!", "Você é um poeta...", "...filósofo.", "Você é um espírito muito evoluído...", "Você é uma pessoa do bem."
Gente, posso garantir a vocês que não sou nada disso! Sou apenas um simples médium, bastante insignificante, trabalhando como uma caneta velha nas mãos de um “Sábio Desencarnado”.
Senão, vejamos:
Certa feita, ao chegar na casa espírita onde contribuía como singelo voluntário, encontrava-me na mesa dos médiuns (visualizar foto do post), fazendo minhas preces, agradecendo pela oportunidade do trabalho e pedindo amparo superior, quando senti uma forte opressão no peito, uma angústia sufocante.
No final dos trabalhos espirituais da casa, dirigi-me à sala de desobsessão em busca de auxílio. Sentei-me frente a uma médium de incorporação, tendo um médium passista vibrando atrás de mim.
Nesse momento, um espírito se manifestou no médium à minha frente e passou a falar com voz de adolescente:
— Nooossa! Gosto muito de você! Você é muito inteligente! Tem o dom da palavra! Tem me ensinado bastante!
Então, os trabalhadores espirituais da casa, através do médium que vibrava, pediram para que me retirassem da sala, para orientarem aquele irmão. Só após alguns minutos voltei e recebi instruções espirituais no tocante à prece e ao passe, e então saí.
Momentos depois, quando passava pela lanchonete, a médium de incorporação aproximou-se de mim, falando:
— Ronaldo, teu mentor espiritual é um espírito muito evoluído. Um dos maiores que já vi. É de esfera muito elevada, que já nem precisaria missionar mais por aqui, mas o faz por amor a ti. É um espírito que lhe é bastante simpático, um espírito familiar teu, que conviveu contigo há milhares de anos, quando já era um ser iluminado e você ainda estava nas trevas. Me informaram que, através de ti, já conseguiu encaminhar muita gente, mas você continua aqui empacado, lhe dando trabalho. Vê se te emenda, irmão! Te esforce mais dessa vez…
Constrangido, buscando fugir do sermão, perguntei:
— E o mal-estar que sentia há pouco, do que se tratava?
— Era um jovem suicida que vivia perdido, desorientado, até que, um dia desses, viu passar uma luz e resolveu segui-la. Quando a luz parou, percebeu que se tratava de duas pessoas: uma encarnada e outra desencarnada, sendo este último a fonte da luz que emanava. Estes falavam a respeito de Jesus e da Doutrina Espírita de uma forma que ele conseguiu compreender como nunca antes fora capaz; desde então, passou a segui-los na intenção de aprender e adquirir alento para o seu sofrimento. Hoje, chegou até aqui e foi amparado pelos trabalhadores do plano espiritual, que lhe convidaram a conhecer um lugar onde receberia esclarecimentos e todo o amparo de que necessitava, e onde a luz que brilha é a própria luz de Jesus.
— E quem são esses dois homens que, de certa forma, ajudaram este irmão suicida? E o que tenho a ver com isso? — quis saber.
— O desencarnado, que emana luz, é um cavalheiro do além; o encarnado é um “jumento” que o cavalheiro encontrou no caminho.
Foi então que entendi que…
...A VERDADE É ESSA: EU NÃO PASSO DE UM JUMENTO!
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(a) Ronaldo Costa (O Arrebol Espírita)
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