Mais grave do que errar é permanecer inerte. A omissão diante daquilo que nos convoca à ação sufoca as possibilidades de crescimento, pois toda experiência — inclusive o erro — é instrumento de aprendizado. Errar é, muitas vezes, a forma mais honesta de aprender; e, como espíritos ainda em processo, somos aprendizes do tropeço e da tentativa.
O erro cometido sem consciência não gera culpa; é a lucidez diante dele que nos responsabiliza. Não é o ato cego que condena o homem, mas a persistência consciente no equívoco. A justiça divina não se pauta pela punição, e sim pela verdade. Deus é justo porque é educativo.
Sentir medo e dúvida não nos diminui: humaniza-nos. Nem mesmo o Mestre esteve imune a essas sombras da alma. Diante do sofrimento, disse:
“Pai, se possível, afasta de mim este cálice.”
No ápice da dor, clamou:
“Pai, por que me abandonaste?”
Por isso, nas horas de angústia, a oração não é fuga — é alinhamento. Ao silenciar o ruído do mundo, abrimo-nos às inspirações do Alto, que não gritam: vibram. São respostas sutis, escritas no íntimo do coração, indicando não o caminho mais fácil, mas o mais verdadeiro.
Nada no universo permanece imóvel. Tudo responde a estímulos, tudo se move por provocação. A espiritualidade segue a mesma lei: ela respeita o tempo, mas aguarda a iniciativa. E porque somos coautores da criação, regidos pelo livre-arbítrio, somos incessantemente chamados a escolher — ainda que, por vezes, escolhamos mal.
A atitude, portanto, não é garantia de acerto; é compromisso com o aprendizado.
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